terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Piratas parlamentares

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro, tomaram posse nas assembléias legislativas os novos deputados estaduais e no Congresso Nacional os senadores e os deputados federais. Uma reflexão sobre o que têm feito, ou não, determinados parlamentares, é importante neste momento de alguma renovação nas casas legislativas (menor do que se esperava), e que possui relação com o que vemos na imprensa, e provavelmente com o que veremos nos próximos anos.
Alguns parlamentares, pelo que se lê e se vê nos órgãos de comunicação, têm sido mais eficazes no aparecimento midiático do que nos resultados que apresentam no Parlamento – municipal, estadual ou nacional. São aqueles que menos trabalham do que se mostram, que mais “aparecem na foto”, postam-se como “papagaios de pirata” e oportunisticamente aproveitam os flashes.
Esse aparecimento desproporcional ocorre com muitos que estão nas câmaras de vereadores, na Assembléia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Eles se contrapõem na eficiência (no caso aqui analisado, pela ineficiência), àqueles que, sem alardes, efetivamente realizam um trabalho parlamentar de consistência, e de forma coerente, sem exposição exagerada e honradamente, valorizam a importância de prestar contas, pelos meios de comunicação, sobre a efetiva atuação.
Da legislatura anterior, existem aqueles que não deveriam ter sido reeleitos, pela improdutividade parlamentar, sem projetos, sem propostas. Também tivemos quem se elegeu “sem vergonha”, mas felizmente temos aqueles que honram o Parlamento. Eleitos e empossados, todos terão que mostrar serviço, e aparecer pelo que efetivamente fizerem para a população, sem enganações.   
Para a decisão dos editores, mesmo os de fotografia, fica difícil “separar o joio do trigo”. Já o leitor, ou melhor, o eleitor, pode não ter a mesma dificuldade e na hora do voto verá quem fez e quem mais apareceu do que fez.
Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira

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