quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Curso de Jornalismo da Unochapecó entre os cinco principais do país

Como jornalista formado pelo curso de Jornalismo mais bem posicionado na última avaliação do Enade, da Universidade Federal de Santa Maria, e como professor do quinto melhor colocado e o primeiro entre as instituições não públicas, sinto-me gratificado em poder multiplicar está importante informação.
                                                                                     Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira

O curso de Jornalismo da Universidade Comunitária da Região de Chapecó, que completou 13 anos neste dia 16 de fevereiro, é o primeiro no país entre aqueles ministrados por instituições de educação superior não estatais. Isso é o que mostram os últimos dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade 2009), divulgados pelo Ministério da Educação, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Implantado oficialmente em 16 de fevereiro de 1998, o curso de Jornalismo da Unochapecó, conforme o novo ranking do Enade, ocupa a quinta colocação, na frente de cursos das mais conceituadas universidades do país. Primeiro posicionado entre as universidades não estatais, é antecedido somente pelos cursos de Jornalismo de quatro instituições públicas, a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Viçosa, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal de Santa Catarina. Com o conceito cinco, o mais alto do Enade, está entre os 4,5% que obtiveram esse índice, em mais de 6.800 cursos avaliados em várias áreas do conhecimento.
Dos 299 cursos de Jornalismo analisados no país, apenas 19 obtiveram o conceito cinco. Quinto entre esses 19, o Jornalismo da Unochapecó obteve 4,50 no Enade Contínuo, no qual a primeira colocada ficou com 4,96. O curso já formou nove turmas, a primeira em 2002, e tem 190 jornalistas colocados no mercado de trabalho.
Estrutura do curso
Com duração de quatro anos e o total de 2.550 horas/aula, o curso de Jornalismo da Unochapecó tem em sua estrutura laboratórios de televisão, rádio e fotografia, estúdio de fotografia e Agência de Comunicação Integrada (Acin). Também possui ações de extensão e de pesquisa e produtos midiáticos em disciplinas de redação, jornalismo online, telejornalismo e radiojornalismo. Além disso, realiza iniciativas para a atualização na área, como seminários e palestras, e incentiva a participação dos acadêmicos em eventos de comunicação em nível regional e nacional.
Para a coordenadora do curso, professora Mariangela Torrrescasana, o resultado obtido no Enade é fruto do trabalho de uma equipe de professores extremamente preocupada com a qualidade, da participação dos alunos que demonstram seu preparo e da direção da Área de Ciências Sociais Aplicadas e da Reitoria, “que acreditaram na potencialidade do curso, como mostram os inúmeros investimentos efetuados para qualificar a infraestrutura dos laboratórios e espaços acadêmicos nos últimos dois anos”. 
Sistemática do Enade
Os últimos dados do Enade divulgados pelo MEC têm base no exame realizado em 8 de novembro de 2009, quando foram avaliados 6.804 cursos, de 1.695 instituições de educação superior. A avaliação, que vai de 1 a 5, considera a qualidade do projeto pedagógico dos cursos, a infraestrutura oferecida, a titulação e o regime de trabalho do corpo docente. Os resultados cinco e quatro significam excelência, três é satisfatório e dois e um são considerados insatisfatórios.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Partidos cínicos

É bem interessante a discussão que ocorre sobre a ocupação de vagas por suplentes na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa. É interessante, na verdade, do ponto de vista cínico.
Partidos que se juntaram para a eleição, formando coligações até com grande quantidade de siglas, numa mistura normalmente amorfa, sem identidade, logicamente para facilitar a eleição de maior número de candidatos, agora agem ao contrário. Negam a essência da união: usufruir do bônus e dividir o ônus, de maneira equitativa. Usando brechas legais, querem que os suplentes assumam considerando os nomes mais votados do partido individualmente, e não da coligação. Assim, vaga que é aberta não seria ocupada pelo suplente mais votado da coligação, mas pelo suplente que obteve mais votos pela sigla.
Se forem coerentes, esses partidos não mais ingressarão em coligações e no próximo pleito terão a chamada chapa pura. Seus parlamentares, se forem justos, proporão uma lei para acabar com as coligações nas eleições ao Parlamento ou, pelo menos, para mudar a situação atual, de forma que a decisão sobre quem assume não fique sob a deliberação do Judiciário, normalmente demorada, às vezes claudicante.
Mudar o jogo jogado - Liminares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já definiram, provisoriamente, que a cadeira é do partido. Isso mostra que na visão de parte do Judiciário ao interpretar a lei, ou agir em decorrência de dubiedade legal, o efeito das coligações cessa quando termina a eleição. Porém, vemos que do ponto de vista de alguns dirigentes de partidos não é bem assim, e agora querem mudar as regras do jogo jogado.
Para ocupar espaços, a ganância é suprapartidária, às vezes desavergonhada. Quase sempre desprestigia o critério da competência técnica e a expectativa salutar de eficiência na função.
A legislação, a despeito do quociente eleitoral, que avalia a relação entre o total de votos e o número de vagas, deveria simplesmente valorizar o mais votado, para evitar conchavos de oportunidade e impedir que candidatos com votação inexpressiva ocupem vagas, ou que àqueles muito bem votados puxem despreparados para o Parlamento. A lei poderá, assim, evitar conveniências e até valorizar a fidelidade partidária, legitimando mais a relação eleitor/voto/partido/eleito/cobrança/resultados.
Pequenez política - O que vemos na briga pela ocupação de vagas pelos suplentes é o arcaísmo, a velharia de um sistema partidário que não condiz com o nível da democracia que o país atingiu. Condiz, infelizmente, com lideranças ultrapassadas, profissionais da política, que dia a dia contribuem para a desqualificação do debate e para a queda do nível político. É a pequenez política, ou melhor, da pior política partidária, que se sobressai.  

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Governo estadual tem poucas prioridades para o Oeste

   Matéria jornalística publicada pelo jornal Diário Catarinense deste domingo, 6 de fevereiro, lista 11 obras prioritárias para o governo do Estado, segundo a Secretaria de Infraestrutura de Santa Catarina. Cinco delas estão na capital ou próximo a Florianópolis e duas no Norte do Estado. Para o Oeste, pouquíssimas perspectivas, basicamente acesso a municípios, coisa que o governo estadual já deveria ter feito há muito tempo.
    Projetos de maior impacto, como a duplicação da BR 282, o projeto da Ferrovia da Integração e o Contorno Viário Leste de Chapecó, não merecem uma linha sequer nas propostas prioritárias do governo catarinense, anunciadas por um secretário que é (ou era) da região. Pelo jeito, foi-se a descentralização.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Piratas parlamentares

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro, tomaram posse nas assembléias legislativas os novos deputados estaduais e no Congresso Nacional os senadores e os deputados federais. Uma reflexão sobre o que têm feito, ou não, determinados parlamentares, é importante neste momento de alguma renovação nas casas legislativas (menor do que se esperava), e que possui relação com o que vemos na imprensa, e provavelmente com o que veremos nos próximos anos.
Alguns parlamentares, pelo que se lê e se vê nos órgãos de comunicação, têm sido mais eficazes no aparecimento midiático do que nos resultados que apresentam no Parlamento – municipal, estadual ou nacional. São aqueles que menos trabalham do que se mostram, que mais “aparecem na foto”, postam-se como “papagaios de pirata” e oportunisticamente aproveitam os flashes.
Esse aparecimento desproporcional ocorre com muitos que estão nas câmaras de vereadores, na Assembléia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Eles se contrapõem na eficiência (no caso aqui analisado, pela ineficiência), àqueles que, sem alardes, efetivamente realizam um trabalho parlamentar de consistência, e de forma coerente, sem exposição exagerada e honradamente, valorizam a importância de prestar contas, pelos meios de comunicação, sobre a efetiva atuação.
Da legislatura anterior, existem aqueles que não deveriam ter sido reeleitos, pela improdutividade parlamentar, sem projetos, sem propostas. Também tivemos quem se elegeu “sem vergonha”, mas felizmente temos aqueles que honram o Parlamento. Eleitos e empossados, todos terão que mostrar serviço, e aparecer pelo que efetivamente fizerem para a população, sem enganações.   
Para a decisão dos editores, mesmo os de fotografia, fica difícil “separar o joio do trigo”. Já o leitor, ou melhor, o eleitor, pode não ter a mesma dificuldade e na hora do voto verá quem fez e quem mais apareceu do que fez.
Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira